segunda-feira, 15 de agosto de 2011




:: Nossa filosofia :: Medicina Alternativa ou Medicina Complementar?



Até o século 19, as doenças eram predominantemente infecciosas, mas as teorias sobre os motivos do adoecimento eram baseadas em explicações bastante imaginativas ou mágicas. Isso até o descobrimento dos agentes que causavam as infecções, os germes (bactérias, fungos e virus).

A partir da constatação de que eram germes, e não efluxos ou energias misteriosas, que causavam as doenças da época, surgiram duas correntes filosóficas dentro da medicina.

Uma defendia a idéia de que eram estrita e exclusivamente os germes que causavam as doenças.

A outra procurava destacar o fato de que para que um germe deixe alguém doente, é necessário que o organismo que o abrigue esteja fragilizado, que ofereça as condições ideais para que ocorra a doença. Uma coisa é a infestação de um germe, outra é o desenvolvimento da doença, que só ocorreria se o corpo de quem recebe o germe estivesse em situação de desarmonia.

A primeira corrente, que destacava a maior importância para o germe e não para o hospedeiro, a pessoa única que abrigava o agente infeccioso, tornou-se dominante, especialmente por oferecer excelentes resultados e salvar milhares de vidas a partir da década de 30, com a descoberta dos antibióticos.

Foi uma era de grandes conquistas, com o Raio X podendo desvendar o organismo vivo, o microscópio examinando e classificando as bacterias e fungos, as vacinas tornando o corpo humano apto a enfrentar vários virus, e assim sucessivamente.

O sucesso foi tanto que, com o passar do tempo, as enfermidades infecciosas começaram a perder importância relativa, já que aumentaram proporcionalmente outras doenças crônicas e degenerativas, como o câncer, as doenças autoimunes, a obesidade e também as enfermidades do coração. Mas o paradigma, a verdade dificilmente questionável, já estava solidificada. O mais importante é a doença e não o doente. O que vale é a causa da doença, e não alguma pessoa particular e única portadora de um estado de desequilíbrio que leva ao adoecimento.

Nas escolas médicas cada doença passou a ser estudada e classificada de modo independente, recebendo muitas vezes o nome do órgão que foi acometido, como apendicite, gastrite, colite ou prostatite. Os princípios destacados por Hipócrates, considerado o pai da medicina e que viveu 600 anos antes de Cristo, da importância e necessidade de higiene física e mental, da alimentação equilibrada, de um estado mental calmo e tranquilo, foram paulatinamente esquecidos.

Até que esse tipo de abordagem começou a dar sinais de que não estava á altura das necessidades das pessoas. O descontentamento geral com uma medicina massificada levou um grande número de pessoas a procurar medidas alternativas de tratamento, o que gerou um novo problema. Se por um lado a medicina clássica pouco tinha a oferecer para um paciente com sinais de desequilíbrio, as medidas alternativas ofereceram um novo perigo: a falta de controle e a utilização de medidas que poderiam mascarar sintomas ou atrasar o diagnóstico de enfermidades mais severas.

A notícia boa é que as abordagens consideradas alternativas estão sendo objeto de estudo em grandes centros médicos, especialmente em países do chamado primeiro mundo, sendo que no Brasil algumas já foram totalmente incorporadas à pratica convencional e até elevadas ao estatus de especialidade médica, como a acupuntura e a homeopatia.

Outras medidas ainda não encontraram esse respaldo oficial e encontram-se ainda marginalizadas. Na Clinica Masci, profuramos manter uma visão equilibrada e global, utilizando as medidas que forem necessárias ao paciente. Temos feito um esforço contínuo e deliberado para nos mantermos atualizados nas diversas descobertas científicas, mas ao mesmo tempo conhecendo e aplicando medidas não convencionais na prevenção das enfermidades, promoção da saúde e tratamento das doenças.

Muitas dessas medidas complementam a medicina tradicional, e acreditamos que é assim que deveriam ser tratadas: como um suplemento, e não como uma alternativa que exclui tudo que a ciência médica já alcançou. Essa ultima postura parece ser muito radical e despreza todos os avanços médicos.

Por isso denominamos essas abordagens de Complementares. Algumas podem, sob certas circunstâncias e com limitações, prescindir da abordagem clássica, constituindo um corpo de conhecimentos e aplicações bastante sólidos. Outras não conseguem substituir as práticas convencionais, mas todas contribuem de modo efetivo nos estados de desequilíbrio.

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