quarta-feira, 10 de abril de 2013

Comissão dos Portadores de Fibromialgia

quinta-feira, 21 de março de 2013

Fibromialgia, o que é?

O termo fibromialgia refere-se a uma condição dolorosa generalizada e crônica. É considerada uma síndrome porque engloba uma série de manifestações clínicas como dor, fadiga, indisposição, distúrbios do sono . No passado, pessoas que apresentavam dor generalizada e uma série de queixas mal definidas não eram levadas muito a sério. Por vezes problemas emocionais eram considerados como fator determinante desse quadro ou então um diagnóstico nebuloso de “fibrosite” era estabelecido. Isso porque acreditava-se que houvesse o envolvimento de um processo inflamatório muscular, daí a terminação “ite”. Atualmente sabe-se que a fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à da sensibilidade do indivíduo frente a um estímulo doloroso. O termo reumatismo pode ser justificado pelo fato de a fibromialgia envolver músculos, tendões e ligamentos. O que não quer dizer que acarrete deformidade física ou outros tipos de seqüela. No entanto a fibromialgia pode prejudicar a qualidade de vida e o desempenho profissional, motivos que plenamente justificam que o paciente seja levado a sério em suas queixas. Como não existem exames complementares que por si só confirmem o diagnóstico, a experiência clínica do profissional que avalia o paciente com fibromialgia é fundamental para o sucesso do tratamento. A partir da década de 80 pesquisadores do mundo inteiro têm se interessado pela fibromialgia. Vários estudos foram publicados, inclusive critérios que auxiliam no diagnóstico dessa síndrome, diferenciando-a de outras condições que acarretem dor muscular ou óssea. Esses critérios valorizam a questão da dor generalizada por um período maior que três meses e a presença de pontos dolorosos padronizados. Diferentes fatores, isolados ou combinados, podem favorecer as manifestações da fibromialgia, dentre eles doenças graves, traumas emocionais ou físicos e mudanças hormonais. Assim sendo, uma infecção, um episódio de gripe ou um acidente de carro, podem estimular o aparecimento dessa síndrome. Por outro lado, os sintomas de fibromialgia podem provocar alterações no humor e diminuição da atividade física, o que agrava a condição de dor. Pesquisas têm também procurado o papel de certos hormônios ou produtos químicos orgânicos que possam influenciar na manifestação da dor, no sono e no humor. Muito se tem estudado sobre o envolvimento na fibromialgia de hormônios e de substâncias que participam da transmissão da dor. Essas pesquisas podem resultar em um melhor entendimento dessa síndrome e portanto proporcionar um tratamento mais efetivo e até mesmo a sua prevenção. Cerca de 2,5% da população brasileira é atingida pela fibromialgia, mas ainda existem muitas dúvidas a respeito dessa doença. Na verdade, a fibromialgia só foi catalogada muito recentemente e, por isso, até mesmo os médicos desconhecem esse problema. É muito comum que as pessoas procurem um especialista e sejam descreditadas, já que a dor é “invisível”. Assim, é muito importante divulgar e informar sobre essa doença, que está se tornando cada vez mais comum. O processo Doloroso é terrível na Fibromiagia. Os mais comuns e característicos sintomas da fibromialgia são dor, fadiga e distúrbio do sono. A dor é o principal fator que leva o paciente a procurar cuidados médicos. As queixas dos pacientes em relação aos sintomas dolorosos são expressas com palavras do tipo: pontada, queimação, sensação de peso, entre outras. O paciente apresenta dificuldade na localização precisa do processo doloroso. Alguns têm a impressão de que ela ocorre nos músculos, outros nas articulações, enquanto uma parte relata que a dor se localiza nos ossos ou "nervos". Uma grande parte destes pacientes se queixa de dor difusa, referindo-se à dor com expressões do tipo: "dói o corpo todo" ou "dói tudo, doutor", quando interrogados sobre a sua localização. Tem se demonstrado, por meio de diversos estudos, a diminuição da produtividade e da qualidade de vida na fibromialgia. Isso justifica o crescente interesse da classe médica no estudo dessa entidade clínica. Causas da Doença Pouco se sabe sobre os fatores que levam ao aparecimento da fibromialgia, mas estudos mostram que desequilíbrios hormonais e o estresse estão relacionados com o surgimento da doença. Por essa razão, as mulheres são as principais vítimas – a cada 10 casos, apenas 2 acometem os homens. Nos pacientes, observa-se uma queda nos níveis de serotonina, substância responsável pela sensação de bem estar. Isso explica grande parte dos sintomas. As dores podem ser confundidas com algumas doenças reumáticas, mas, no caso da fibromialgia, não existem inflamações ou deformidades físicas. Contudo, é importante ressaltar que as dores são reais, e não fruto de distúrbios psicológicos. Sintomas da Fibromialgia O principal sintoma da fibromialgia é a dor intensa por todo o corpo. Quem sofre com o problema pode, inclusive, ter dificuldade para executar tarefas simples, como limpeza da casa ou levantar objetos do chão. Além da dor, outros sintomas também são característicos da doença, como: 1. Dor generalizada pelo corpo por, pelo menos, três meses. 2. Sono inquieto, superficial e não-restaurador (o paciente já acorda cansado). 3. Cansaço, perda de energia e diminuição da resistência a exercícios físicos. 4. Cólon irritado (diarréia alternada com prisões de ventre) e outras disfunções intestinais. 5. Formigamento e dormência nos braços, pernas, rosto e, sobretudo, nas mãos e nos pés. 6. Depressão de ansiedade crônicas. 7. Cefaléia 8. Sensação de inchaço nas articulações. 9. Rigidez muscular. 10. Desconforto diante de mudanças Tipos de Tratamento Alopático 1. Uso de antidepressivos tricíclicos para aumentar a vida útil da serotonina. A dosagem é menor do que para pacientes com depressão e tem efeito analgésico e de relaxante muscular. 2. Uso de analgésico leve para interromper o ciclo da dor. Indicado em casos de crises agudas, tem efeito temporário. 3. Exercícios físicos de baixo impacto (caminhadas ou natação) aumentam a produção da endorfina e melhorar a oxigenação muscular. 4. Alongamento para aliviar a sensação de dor provocada pela contração muscular excessiva, comum em pacientes com fibromialgia. 5. Acupuntura para melhorar a qualidade do sono, estimular a produção de serotonina e endorfina e combater a depressão e a ansiedade. 6. Redução das situações de estresse procurando fazer pequenas pausas de descanso ao longo do dia para evitar a fadiga. 7. Técnicas de relaxamento: ioga, meditação, massagem, meditação, massagem e hidroterapia (a água também ameniza a dor). Fatores de Risco 1. Falta de condicionamento físico: o sedentarismo é apontado como o principal fator de risco. “Pouquíssimos atletas desenvolvem fibromialgia”, diz Jamil Natour, reumatologista da Unifesp. 2. Mudanças hormonais como incidência de fibromialgia são maiores em mulheres que estão entrando na menopausa: os pesquisadores suspeitam que as mudanças hormonais estejam entre os fatores que desencadeiam a doença. 3. Estresse e traumas emocionais: um acidente de carro pode estimular o aparecimento da doença. 4. Doenças infecciosas: há vários relatos de pacientes que desenvolveram fibromialgia depois de serem acometidos por doenças infecciosas. 5. Hereditariedade: filhos de fibromialgicos têm mais chances de desenvolver a doença, mas os pesquisadores não sabem se o fator de risco é o estilo de vida da família ou a genética. Como Tratar com a Medicina Alternativa: Fitoterapia As plantas medicinais do cerrado mais indicadas para o tratamento da fibromialgia, são Cipó de Junco; Santa Branca (mesma utilizada no tratamento da Gota);e também Valeriana, Arnica, Calêndula, Erva Baleeira, Garra do diabo, Gengibre, Ginkgo biloba, Graviola, Cipó Mil Homens, Unha de Gato, Uxi Amarelo, Sucupira, Erva Andorinha. A Loja do Chá de Aracaju www.alojadochadearacaju.com.br tem disponível seu extrato floral denominado FIBROMIN, onse se encontra as ervas com indicação mais precisa para os casos de fibromialgia.

A nutrição no tratamento da fibromialgia

Postado por Folha Vitória O termo fibromialgia refere-se a uma condição dolorosa generalizada e crônica. É considerada uma síndrome porque engloba uma série de manifestações clínicas como dor, fadiga, indisposição, distúrbios do sono. Os itens mais importantes na alimentação dos pacientes que sofrem de dor crônica é o triptofano, aminoácido responsável pela síntese de serotonina. O nutriente é encontrado em alimentos como carnes magras (peito de peru e peito de frango), leite desnatado e banana. Outra substância essencial é o carboidrato, encontrado em massas, pães, batata, milho, mandioca, cereais, frutas, mel e doces. Porém, é preciso ressaltar que o açúcar provoca uma sensação imediata de energia, mas depois leva à sensação defadiga e moleza. Logo a ingestão dos chamados carboidratos complexos, presentes em pães integrais e massas, são os mais indicados. As proteínas, ferro, cálcio, magnésio e vitaminas do complexo B completam a dieta adequada para o problema.Uma baixa ingestão de proteínas faz com que nosso corpo utilize nossas reservas musculares para adquirir os aminoácidos necessários para os processos metabólicos, deixando os músculos ainda mais sensíveis. Alguns alimentos considerados com alto poder de alergenicidade como ovos, nozes, produtos lácteos e carne vermelha devem ser evitados pelos pacientes que sofrem de fibromialgia. Outras substâncias que merecem cuidados são aquelas com alta concentração de açúcar, como: chocolates, bebidas alcoólicas e cafeína (chá preto e chá mate). Estes alimentos podem aumentar a fadiga, dor muscular e interferir nos padrões normais do sono. Por conta do uso prolongado de medicamentos analgésicos, utilizados a fim de aliviar as dores, recomenda-se que estas pessoas aumentem a ingestão alimentos fonte de ácido ascórbico (vitamina C) e potássio.Também importante, são os alimentos fonte de cálcio e magnésio,já que estes atuam melhorando a contração muscular e transmissão de impulsos nervosos. Até mais,Beleza e Saúde! Flávia Palombini

Tratamento não-farmacológico da fibromialgia

A atividade física Os exercícios, especialmente os aeróbicos, são recomendados no tratamento da FM. Qualquer exercício aeróbico de baixo impacto proporciona os benefícios do relaxamento e do fortalecimento muscular, o que contribui para a redução da dor e, em menor grau, a melhora da qualidade do sono. A caminhada, natação, dança, hidroginástica, yoga e tai chi chuan, são algumas das atividades físicas que não causam grandes impactos nos ossos e articulações. A caminhada diária durante 30 minutos a 1 hora, feita ao passo normal do praticante, traz ganhos nítidos. Quando feita 3 vezes por semana, fica ainda mais evidente a sua eficácia, aumentando a possibilidade do paciente aderir ao tratamento por tempo prolongado. Em alguns casos, pode ser o único tratamento necessário. Ademais, a atividade física estimula a liberação de endorfinas, que possui efeito analgésico; funciona como antidepressivo; e proporciona uma sensação geral de bem-estar e de maior poder sobre a própria dor. O paciente deve aumentar gradativamente a intensidade dos exercícios para não se cansar. Planejar a sua execução, descobrir e respeitar o próprio limite são elementos fundamentais quando se inicia uma atividade física. Quanto mais alongados e fortalecidos os músculos, menor a sobrecarga dos ossos e articulações, que funciona para reduzir a dor.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Carta para as pessoas que NÃO tem Fibromialgia A carta que se segue, foi publicada no Forum sobre Espondilitis Anquilosante: Ter fibromialgia significa que muitas coisas mudam e que a maior parte delas resultem imperceptíveis para os demais. Ao contrário de quando se tem câncer, ou seqüelas como conseqüência de acidentes, muitas pessoas não sabem sequer um mínimo sobre a fibromialgia e seus efeitos, e aqueles que acreditam que sabem algo, na realidade estão é mal informados. Com a intenção de informar a quem desejar entender (ou aos que queiram saber algo sobre essa síndrome ou que conheçam alguém que a tem), estas são uma série de questões sobre mim que, antes de julgarem, gostariam que entendessem: Entenda, POR FAVOR, que, estar doente de fibromialgia, não significa que não seja um ser humano. Passarei a maior parte do dia em meio a consideráveis dores e cansaço (coisa que você não perceberá porque me propus a que ninguém saiba do meu sofrimento). E se você me visitar, provavelmente as vezes, parecerá que não me divirto ao seu lado porque estarei séria. Outras vezes parecerá que estou desligada ou tagarela, mas nada mais é que estarei disfarçando meu estado de ânimo para que você não sofra, mas isso não significa que eu não esteja gostando da sua companhia. Acontece que estou sujeita ao meu corpo que dói e custa sobrepor minha doença. Ainda assim procuro estudar, trabalhar, me preocupo com minha família, meus amigos, ainda que as vezes custe muito, mas normalmente também me interessam os problemas alheios. Por isso, se você tem alguma coisa que te preocupe e que eu não perceba, conte-me, porque me sentirei melhor ajudando aos demais e esquecendo minha dor. Entenda também, POR FAVOR, a diferença entre “feliz” y “saudável”. Quando você tem gripe, provavelmente se sente muito mal. Eu estou doente a muitos anos, mais dos que você imagina, e apesar de tudo, procuro superar-me. Assim, se estiver falando comigo e eu parecer feliz, significa que estou feliz. Isso é tudo. Não que não tenha dores, que não esteja extremadamente cansada ou que eu esteja melhor, não! Não me diga portanto: “Estou te achando muito melhor!” NÃO! Não estou melhor, estou feliz ao seu lado, ainda que dissimulando minha dor. E se quiser fazer comentários e perguntas sobre minha doença, agradecerei. Isso me ajudará, porque parece que ninguém consegue entende-la. Entenda, POR FAVOR, que, permanecer dez minutos em pé, não significa necessariamente que, em outras ocasiões possa estar vinte minutos ou meia hora a mais. E se um dia eu me esforçar para estar em pé mais tempo que isso, não significa que no outro dia possa fazê-lo. Em muitas outras doenças, só o fato de falar dela, como paralítico, ou debilitado, já faz com que demais pessoas se compadeçam e ajudem. Com a fibromialgia já é mais confuso (por favor, no parágrafo anterior onde se lê: “permanecer de pé” some “estar sentado”, “andando”, “pensando”, “sendo sociável”, etc. Serve para qualquer coisa. Isto é o que a fibromialgia faz comigo e você não vê porque segundo o que diz o meu médico “sou mais forte que ninguém”. Entenda, POR FAVOR, que a fibromialgia é variável e nunca visível; e que possivelmente (para mim é muito comum), um dia eu possa fazer um grande passeio e no dia seguinte tenha problemas para chegar até a cozinha. Mas não pense e nem entenda com isso que SOU UMA INVÁLIDA, PORQUE ME DESTRÓI O MORAL. Eu sou muito mais forte do que você imagina. E por favor, quando me vir com dores, não dissimule e não me ataque dizendo (ou pensando): “Mas você fez isso outras vezes...” Se quiser que eu faça algo, pergunte-se me posso fazê-lo. Nessa linha de raciocínio, pode ser que eu tenha que cancelar um compromisso no último minuto, ainda que sempre tratarei de esforçar-me para que ninguém perceba. Se isso acontecer, não tome como algo pessoal contra você. Será porque não estou bem e com muita dor. Entenda, POR FAVOR, que “sair e fazer coisas”, nem sempre faz com que me sinta melhor ainda que disfarce ou dissimule e me esforce e pode ser que freqüentemente isso faça com que eu piore ainda que eu não te diga. Dizer que eu tenho que fazer exercícios, que preciso emagrecer, ou que eu preciso sair para distrair-me, às vezes, ainda que você não veja e nem sinta, pode me frustrar e me fazer chorar. Só te digo que se eu fosse capaz de fazer mais coisas , você que me conhece, sabe que eu faria não é? Estou fazendo tudo o que o meu médico me diz para fazer, faço exercícios, dieta, fisioterapia (sempre que me é possível e meu estado de ânimo me permite) porque me esforço para estar bem. Por isso, outra afirmação que me fere muito é quando você me diz: “O que precisa fazer é esforçar-se mais consigo mesma”... Evidentemente a fibromialgia está relacionada diretamente com os músculos e, posto que estes não se reparem da mesma maneira que os seus, prejudica mais que beneficia e pode acontecer que uma atividade simples requeira dias e semanas de recuperação. Assim sendo, a fibromialgia pode causar uma depressão secundaria. (Você não se deprimiria tendo que ficar dolorido e exausto durante anos sem término?) MEU MAL NÃO TEM CURA!!! Ainda que tampouco me deixará inabilitada, nem eu permitirei que isso aconteça enquanto eu tenha vida e forças. É assim que eu me sinto, porque ainda que minha doença não seja causada pela depressão, saiba que estas estão unidas. Entenda, POR FAVOR, que se digo que tenho que me sentar, deitar, tomar meus remédios “agora”, é porque tenho que fazê-lo “agora”. Não pode ser adiado ou esquecido só porque esteja fora ou por qualquer outra coisa. A fibromialgia não esquece. A dor é forte mas certamente você que acredita que me conhece muito bem, em muitas ocasiões, nem perceberá , porque eu me propus a não ser vítima. Si quiser sugerir um remédio para mim, não o faça com muita exigência. Não que eu não aprecie sua boa vontade ou que não queira ficar bem. É que tantas outras pessoas já o fizeram e não me serviu de nada e eu conheço de sobra minha situação. No principio eu tentei de tudo, mas logo percebi que estava gastando muita energia em coisas que me fazem sentir mais doente ao invés de melhorar. Se existisse alguma coisas que curasse ou simplesmente ajudasse, todos nós que padecemos de fibromialgia saberíamos. Não se trata de que exista uma conspiração da indústria farmacêutica. É que existe uma comunicação mundial (dentro e fora da internet) entre as pessoas com esta doença e, se algo funcionasse, nós saberíamos em seguida Apesar de tudo, se depois de ler isto, ainda assim quiser sugerir algum remédio, faça-o, mas não espere que eu corra para experimentar. Escutarei o que me disser e discutirei com meu médico. E AGRADECEREI MUITO, porque você não faz idéia do bem que me faz, sendo compreensivo comigo e entendendo que sou forte, mas também humana. Por isso, se alguma vez eu parecer agressiva, não leve em conta esse momento, estarei tentando disfarçar dessa maneira, meu estado, para que você não perceba. Em muitos sentidos dependo de você, de vocês, que não estão doentes como eu. Este meu mal não tem cura. MAS ISSO NÃO QUER DIZER QUE SOU UMA INÚTIL E QUE NÃO POSSO SER COMO O RESTO DO MUNDO. Por isso tenho que aprender a viver com minhas limitações, o que não é fácil, e preciso do carinho dos que gosto e que gostam de mim. E o fato de que você me visite quando estou muito mal para sair (coisa que se percebe sem que eu precise comentar), me serve de muita ajuda. Inclusive, às vezes, preciso de que me ajudem nas compras, na cozinha, na limpeza, ou no carregar pesos, ou até mesmo que alguém me acompanhe na consulta ao médico ou à fisioterapia. Também preciso de você em outro nível: você é meu contato com o exterior. Se ninguém me visitar, muitas vezes, não poderei ver ninguém. E isso me dói muito, porque a companhia e a compreensão me ajudam muito, e na medida do possível, necessito que me ajude, como agora, em que te agradeço pelo tempo que me dedicou lendo esta carta. Isto eu escrevi a pedido do meu médico, que me fez ver que, a pesar de forte, não sou auto-suficiente e sua compreensão me ajuda e muito. E saiba que, pelo menos de mim, não espere que me deixe vencer e que fique inútil, porque isso não vai acontecer. texto original em espanhol - tradução by Luisa (fonte Facebook)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Fibromialgia ou Fibrosite Especialista alerta sobre os perigos da auto-medicação As pessoas mais tensas e de estilo de vida mais agitado estão mais propensas a fibromialgia, quem faz é o alerta o médico, especialista em ortopedia, Dr. Antônio Tufi Neder Filho lembrando que os portadores deste tipo de problema precisam se adequar a um sistema de vida mais tranqüilo, equilibrado e saudável, praticar esportes e, acima de tudo, evitar a auto-medicação - um problema sério para quem sofre dos males da fibromialgia. Segundo o médico, fibromialgia e fibrosite são muito parecidas, mas o significado é muito diferente. A fibromialgia, também chamada de fibrose, é bastante complexa, e nos últimos anos tem merecido especial atenção devido à sua alta incidência na população, principalmente entre as mulheres no período próximo da menopausa. Vários mecanismos estão envolvidos no seu aparecimento, como alteração hormonal, tensão emocional e stress, perturbação no mecanismo do sono e, provavelmente, outros ainda não caracterizados. A doença se manifesta com dores localizadas em vários pontos do corpo, espontaneamente, ou aparecendo por simples compressão local. Os pontos musculares são os mais sensíveis, predominando pescoço, costas, braços e coxas. Estes pontos podem doer, inclusive com o repouso prolongado, após a prática de algum exercício físico, durante a noite interrompendo o sono, ou mesmo em situações de tensão e angústia. A cervicalgia, a dorsalgia muscular e cervicobraquialgia são quadros definidos e já bastante conhecidos há bastante tempo, cujos sintomas tem sido confundido com a fibromialgia, explica o especialista. Já a fibrosite é um termo que tem sido aplicado a um complexo sintomático pouco definido que é caracterizado pela dor e pela rigidez em diversas áreas, mais comumente no pescoço, na cintura escapular e na face posterior do tronco. Segundo o especialista, os sinais físicos, exceto alguns nódulos questionáveis ou o espessamento da fáscia profunda, estão normalmente ausentes, e os estudos de laboratório e radiográficos são negativos. O termo fibrosite é baseado em hipóteses vagas e no uso comum mais do que em anormalidades anatômicas. As áreas localizadas de sensibilidade, comumente em zonas paravertebrais mediais à escápula, foram denominadas "pontos de gatilho". A síndrome geralmente se inicia pelo meio da vida, ou seja a partir dos 40, 50 ou 60 anos de idade. Como a grande maioria dos pacientes parece tensa e ansiosa, como também não possuem bases objetivas reconhecíveis para os sintomas, a síndrome freqüentemente é considerada como psicogênica. Desde que dor e a rigidez podem ser manifestações de uma variedade de distúrbios músculo-esqueléticos, neurológicos e sistêmicos, o diagnóstico de fibrose exige a exclusão de doenças mais definidas. O paciente e seu médico tendem a compartilhar de uma experiência infeliz nos esforços para controlar os sintomas. Os resultados de uma confiança, que a doença grave está ausente são variáveis. Assim também são os resultados da terapêutica com salicilatos, sedativos, antiinflamatórios e relaxantes musculares. Tratamento Segundo o Dr. Antônio Tufi, os exames laboratoriais são normais e estudos mais recentes têm mostrado alterações no ritmo do sono. É uma doença de difícil tratamento, exigindo intervenção de diversos profissionais, como fisioterapeutas, fisiatras, entre outros. O tratamento para a fibromialgia é feito através do uso de relaxante muscular, analgésicos, antiinflamatórios e antidepressivos. Nestes casos com resultados particularmente bastante favoráveis. Normalmente, acrescenta o médico, este tratamento é associado à fisioterapia. Durante o tratamento fisioterápico é realizado a termoterapia, através do uso do ultra-som, Tens (transcutaneous eletric nerve stimulation) e ondas curtas. É usada também, a cinesioterapia que consiste de alguns tipos de ginástica, além de uma orientação de reeducação da postura. O médico explica ainda que a palavra polimialgia, isoladamente, apenas indica dor em vários grupos musculares, sem caracterizar uma doença em especial. O especialista faz questão de frisar sobre os riscos da auto-medicação lembrando que se um medicamento é prescrito para uma pessoa ele não deve nunca ser usado por um amigo ou conhecido. "Cada caso é um caso e toda doença ou problema de saúde só deve tratado por um especialista de sua área" . Considerações e validade Dr. Antônio Tufi ratifica que a fibromialgia não é uma doença nova. O aumento no número de diagnósticos caracterizado e generalizado com este nome, segundo ele, é atribuídos a um ritmo de vida agitado e também ao sedentarismo da maioria das pessoas em conseqüência da falta de tempo para a prática um esporte é que tem sido motivo de tanta preocupação. "É importante pois que se enquadre os sinais e sintomas de cada paciente, em um diagnóstico definido para que de uma forma individualizada possamos dar ao mesmo um tratamento correto que o beneficiará e certamente trará o fim do seu problema", frisa o médico. O especialista esclarece ainda que o fato da pessoa ter um trabalho forçado ou que demande grande esforço físico para o mesmo, não a isenta da necessidade da prática de um exercício físico - o que contribui sobremaneira para que esta pessoa tenha uma vida saudável. Durante o trabalho, nós consumimos o organismo que mesmo para as atividades da vida diária necessita de um condicionamento. Este condicionamento, nós o adquirimos praticando um esporte ou uma ginástica. Assim teremos o organismo preparado para nossas atividades proporcionando maior qualidade de vida e naturalmente mais saudável, complementa. Com relação aos métodos alternativos como os que têm sido geralmente divulgados com a possibilidade de cura para fibromialgia ou os outros transtornos osteomusculares, o médico destaca que eles nada mais são do que modalidades de condicionamento aplicadas por determinadas técnicas já conhecidas de longa data. Estas modalidades, porém, devem ser do conhecimento do seu médico assistente, pois ele é profissional habilitado que deve determinar pela continuidade e pela validade destas técnicas. Elas não devem ser realizadas por profissionais que se dizem conhecedores da "medicina oriental" ou massagistas que "colocam a coluna no lugar", finaliza o ortopedista.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

José Fábio Lana - Fibromialgia A fibromialgia é uma síndrome clínica, caracterizada por dor crônica generalizada, com causa normalmente atribuída a uma série de fatores ambientais, principalmente o estresse relacionado a aspectos psicossociais e afetivos, podendo ser chamada de “desordem relacionada ao estresse”. Muitos estudiosos afirmam que pacientes com fibromialgia apresentam uma transmissão anormal de estímulos dolorosos, o que resulta em uma amplificação da sensação de dor. Pesquisas recentes têm mostrado que algumas pessoas apresentam predisposição genética ao surgimento e agravamento dos sintomas, o que torna a fibromialgia uma síndrome resultante de um conjunto de fatores. É frequente a associação da fibromialgia a outras comorbidades como a depressão, ansiedade, fadiga, distúrbios cognitivos, distúrbios do sono, paralisia e dor facial, insuficiência cardiorrespiratória, doenças intestinal e uretral, entre outras que contribuem com o sofrimento e a piora da qualidade de vida desses pacientes. Em torno de 2% da população geral apresenta fibromialgia, com predomínio entre as mulheres, especialmente na faixa etária de 35 a 60 anos. A prevalência da síndrome aumenta com a idade: ocorre em aproximadamente 1% das mulheres com idade entre 18 e 29 anos e 7% das mulheres de 70 a 79 anos. Embora seja uma doença reconhecida há muito tempo, a fibromialgia tem sido seriamente pesquisada somente há três décadas e até o momento não existem tratamentos que sejam considerados muito eficazes. É uma síndrome primariamente pesquisada e tratada por reumatologistas, sendo que em 2004 a Sociedade Brasileira de Reumatologia publicou as primeiras diretrizes para a fibromialgia, com o objetivo de direcionar o diagnóstico e o tratamento desta síndrome. Geralmente, os portadores da fibromialgia se utilizam mais de medicamentos analgésicos e procuram os serviços médicos e de diagnóstico com maior frequência que a população normal, o que representa gastos ao paciente que poderiam ser evitados caso houvesse diagnóstico e tratamento adequados, evitando exames desnecessários e medicamentos inúteis para sua melhora. A fibromialgia deve ser reconhecida como um estado de saúde complexo e heterogêneo, de diagnóstico clínico que pode ser confirmado ainda no início da síndrome, sendo que eventuais exames irão apenas fazer a confirmação diferencial do diagnóstico. A orientação ao paciente é fator crítico para o controle ideal da fibromialgia. Sua completa compreensão requer uma avaliação abrangente da dor, da função e do contexto psicossocial. Atualmente, há consenso de que a fibromialgia não justifica afastamento do trabalho e a estratégia ideal para o tratamento requer uma abordagem multidisciplinar com a combinação de tratamentos farmacológicos e não-farmacológicos, que terão como função principal amenizar a dor e melhorar os sintomas secundários da doença, trazendo a sensação de bem-estar e favorecendo a melhora da qualidade de vida do paciente.