quinta-feira, 21 de março de 2013
Fibromialgia, o que é?
O termo fibromialgia refere-se a uma condição dolorosa generalizada e crônica. É considerada uma síndrome porque engloba uma série de manifestações clínicas como dor, fadiga, indisposição, distúrbios do sono . No passado, pessoas que apresentavam dor generalizada e uma série
de queixas mal definidas não eram levadas muito a sério. Por vezes problemas emocionais eram considerados como fator determinante desse quadro
ou então um diagnóstico nebuloso de “fibrosite” era estabelecido. Isso porque acreditava-se que houvesse o envolvimento de um processo
inflamatório muscular, daí a terminação “ite”.
Atualmente sabe-se que a fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à da sensibilidade do indivíduo frente a um estímulo doloroso. O
termo reumatismo pode ser justificado pelo fato de a fibromialgia envolver músculos, tendões e ligamentos. O que não quer dizer que acarrete
deformidade física ou outros tipos de seqüela. No entanto a fibromialgia pode prejudicar a qualidade de vida e o desempenho profissional,
motivos que plenamente justificam que o paciente seja levado a sério em suas queixas. Como não existem exames complementares que por si só
confirmem o diagnóstico, a experiência clínica do profissional que avalia o paciente com fibromialgia é fundamental para o sucesso do
tratamento.
A partir da década de 80 pesquisadores do mundo inteiro têm se interessado pela fibromialgia. Vários estudos foram publicados, inclusive
critérios que auxiliam no diagnóstico dessa síndrome, diferenciando-a de outras condições que acarretem dor muscular ou óssea. Esses critérios
valorizam a questão da dor generalizada por um período maior que três meses e a presença de pontos dolorosos padronizados.
Diferentes fatores, isolados ou combinados, podem favorecer as manifestações da fibromialgia, dentre eles doenças graves, traumas emocionais ou
físicos e mudanças hormonais. Assim sendo, uma infecção, um episódio de gripe ou um acidente de carro, podem estimular o aparecimento dessa
síndrome. Por outro lado, os sintomas de fibromialgia podem provocar alterações no humor e diminuição da atividade física, o que agrava a
condição de dor.
Pesquisas têm também procurado o papel de certos hormônios ou produtos químicos orgânicos que possam influenciar na manifestação da dor, no
sono e no humor. Muito se tem estudado sobre o envolvimento na fibromialgia de hormônios e de substâncias que participam da transmissão da dor.
Essas pesquisas podem resultar em um melhor entendimento dessa síndrome e portanto proporcionar um tratamento mais efetivo e até mesmo a sua
prevenção.
Cerca de 2,5% da população brasileira é atingida pela fibromialgia, mas ainda existem muitas dúvidas a respeito dessa doença. Na verdade, a
fibromialgia só foi catalogada muito recentemente e, por isso, até mesmo os médicos desconhecem esse problema. É muito comum que as pessoas
procurem um especialista e sejam descreditadas, já que a dor é “invisível”. Assim, é muito importante divulgar e informar sobre essa doença,
que está se tornando cada vez mais comum.
O processo Doloroso é terrível na Fibromiagia. Os mais comuns e característicos sintomas da fibromialgia são dor, fadiga e distúrbio do sono.
A dor é o principal fator que leva o paciente a procurar cuidados médicos. As queixas dos pacientes em relação aos sintomas dolorosos são
expressas com palavras do tipo: pontada, queimação, sensação de peso, entre outras.
O paciente apresenta dificuldade na localização precisa do processo doloroso. Alguns têm a impressão de que ela ocorre nos músculos, outros nas
articulações, enquanto uma parte relata que a dor se localiza nos ossos ou "nervos". Uma grande parte destes pacientes se queixa de dor difusa, referindo-se à dor com expressões do tipo: "dói o corpo todo" ou "dói tudo, doutor",
quando interrogados sobre a sua localização.
Tem se demonstrado, por meio de diversos estudos, a diminuição da produtividade e da qualidade de vida na fibromialgia. Isso justifica o
crescente interesse da classe médica no estudo dessa entidade clínica.
Causas da Doença
Pouco se sabe sobre os fatores que levam ao aparecimento da fibromialgia, mas estudos mostram que desequilíbrios hormonais e o estresse estão
relacionados com o surgimento da doença. Por essa razão, as mulheres são as principais vítimas – a cada 10 casos, apenas 2 acometem os homens.
Nos pacientes, observa-se uma queda nos níveis de serotonina, substância responsável pela sensação de bem estar. Isso explica grande parte dos
sintomas. As dores podem ser confundidas com algumas doenças reumáticas, mas, no caso da fibromialgia, não existem inflamações ou deformidades
físicas. Contudo, é importante ressaltar que as dores são reais, e não fruto de distúrbios psicológicos.
Sintomas da Fibromialgia
O principal sintoma da fibromialgia é a dor intensa por todo o corpo. Quem sofre com o problema pode, inclusive, ter dificuldade para executar
tarefas simples, como limpeza da casa ou levantar objetos do chão. Além da dor, outros sintomas também são característicos da doença, como:
1. Dor generalizada pelo corpo por, pelo menos, três meses.
2. Sono inquieto, superficial e não-restaurador (o paciente já acorda cansado).
3. Cansaço, perda de energia e diminuição da resistência a exercícios físicos.
4. Cólon irritado (diarréia alternada com prisões de ventre) e outras disfunções intestinais.
5. Formigamento e dormência nos braços, pernas, rosto e, sobretudo, nas mãos e nos pés.
6. Depressão de ansiedade crônicas.
7. Cefaléia
8. Sensação de inchaço nas articulações.
9. Rigidez muscular.
10. Desconforto diante de mudanças
Tipos de Tratamento Alopático
1. Uso de antidepressivos tricíclicos para aumentar a vida útil da serotonina. A dosagem é menor do que para pacientes com depressão e tem
efeito analgésico e de relaxante muscular.
2. Uso de analgésico leve para interromper o ciclo da dor. Indicado em casos de crises agudas, tem efeito temporário.
3. Exercícios físicos de baixo impacto (caminhadas ou natação) aumentam a produção da endorfina e melhorar a oxigenação muscular.
4. Alongamento para aliviar a sensação de dor provocada pela contração muscular excessiva, comum em pacientes com fibromialgia.
5. Acupuntura para melhorar a qualidade do sono, estimular a produção de serotonina e endorfina e combater a depressão e a ansiedade.
6. Redução das situações de estresse procurando fazer pequenas pausas de descanso ao longo do dia para evitar a fadiga.
7. Técnicas de relaxamento: ioga, meditação, massagem, meditação, massagem e hidroterapia (a água também ameniza a dor).
Fatores de Risco
1. Falta de condicionamento físico: o sedentarismo é apontado como o principal fator de risco. “Pouquíssimos atletas desenvolvem fibromialgia”,
diz Jamil Natour, reumatologista da Unifesp.
2. Mudanças hormonais como incidência de fibromialgia são maiores em mulheres que estão entrando na menopausa: os pesquisadores suspeitam que
as mudanças hormonais estejam entre os fatores que desencadeiam a doença.
3. Estresse e traumas emocionais: um acidente de carro pode estimular o aparecimento da doença.
4. Doenças infecciosas: há vários relatos de pacientes que desenvolveram fibromialgia depois de serem acometidos por doenças infecciosas.
5. Hereditariedade: filhos de fibromialgicos têm mais chances de desenvolver a doença, mas os pesquisadores não sabem se o fator de risco é o
estilo de vida da família ou a genética.
Como Tratar com a Medicina Alternativa:
Fitoterapia
As plantas medicinais do cerrado mais indicadas para o tratamento da fibromialgia, são Cipó de Junco; Santa Branca (mesma utilizada no
tratamento da Gota);e também Valeriana, Arnica, Calêndula, Erva Baleeira, Garra do diabo, Gengibre, Ginkgo biloba, Graviola, Cipó Mil Homens, Unha de Gato, Uxi Amarelo, Sucupira, Erva Andorinha. A Loja do Chá de Aracaju www.alojadochadearacaju.com.br tem disponível seu extrato floral denominado FIBROMIN, onse se encontra as ervas com indicação mais precisa para os casos de fibromialgia.
A nutrição no tratamento da fibromialgia
Postado por Folha Vitória
O termo fibromialgia refere-se a uma condição dolorosa generalizada e crônica. É considerada uma síndrome porque engloba uma série de manifestações clínicas como dor, fadiga, indisposição, distúrbios do sono.
Os itens mais importantes na alimentação dos pacientes que sofrem de dor crônica é o triptofano, aminoácido responsável pela síntese de serotonina. O nutriente é encontrado em alimentos como carnes magras (peito de peru e peito de frango), leite desnatado e banana.
Outra substância essencial é o carboidrato, encontrado em massas, pães, batata, milho, mandioca, cereais, frutas, mel e doces. Porém, é preciso ressaltar que o açúcar provoca uma sensação imediata de energia, mas depois leva à sensação defadiga e moleza. Logo a ingestão dos chamados carboidratos complexos, presentes em pães integrais e massas, são os mais indicados.
As proteínas, ferro, cálcio, magnésio e vitaminas do complexo B completam a dieta adequada para o problema.Uma baixa ingestão de proteínas faz com que nosso corpo utilize nossas reservas musculares para adquirir os aminoácidos necessários para os processos metabólicos, deixando os músculos ainda mais sensíveis.
Alguns alimentos considerados com alto poder de alergenicidade como ovos, nozes, produtos lácteos e carne vermelha devem ser evitados pelos pacientes que sofrem de fibromialgia. Outras substâncias que merecem cuidados são aquelas com alta concentração de açúcar, como: chocolates, bebidas alcoólicas e cafeína (chá preto e chá mate). Estes alimentos podem aumentar a fadiga, dor muscular e interferir nos padrões normais do sono.
Por conta do uso prolongado de medicamentos analgésicos, utilizados a fim de aliviar as dores, recomenda-se que estas pessoas aumentem a ingestão alimentos fonte de ácido ascórbico (vitamina C) e potássio.Também importante, são os alimentos fonte de cálcio e magnésio,já que estes atuam melhorando a contração muscular e transmissão de impulsos nervosos.
Até mais,Beleza e Saúde!
Flávia Palombini
Tratamento não-farmacológico da fibromialgia
A atividade física
Os exercícios, especialmente os aeróbicos, são recomendados no tratamento da FM. Qualquer exercício aeróbico de baixo impacto proporciona os benefícios do relaxamento e do fortalecimento muscular, o que contribui para a redução da dor e, em menor grau, a melhora da qualidade do sono. A caminhada, natação, dança, hidroginástica, yoga e tai chi chuan, são algumas das atividades físicas que não causam grandes impactos nos ossos e articulações.
A caminhada diária durante 30 minutos a 1 hora, feita ao passo normal do praticante, traz ganhos nítidos. Quando feita 3 vezes por semana, fica ainda mais evidente a sua eficácia, aumentando a possibilidade do paciente aderir ao tratamento por tempo prolongado. Em alguns casos, pode ser o único tratamento necessário.
Ademais, a atividade física estimula a liberação de endorfinas, que possui efeito analgésico; funciona como antidepressivo; e proporciona uma sensação geral de bem-estar e de maior poder sobre a própria dor.
O paciente deve aumentar gradativamente a intensidade dos exercícios para não se cansar. Planejar a sua execução, descobrir e respeitar o próprio limite são elementos fundamentais quando se inicia uma atividade física. Quanto mais alongados e fortalecidos os músculos, menor a sobrecarga dos ossos e articulações, que funciona para reduzir a dor.
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